
Juan Evo Morales Ayma mais conhecido como Evo Morales, a partir desde domingo (10), deixa de ser presidente da Bolívia.
A informação foi confirmada durante um anúncio feito pelo próprio presidente em um canal de televisão local. No anúncio, Evo justificava a renúncia alegando evitar o aumento da onda de violência em que se encontra o país.
“Decidi me demitir da minha posição para que Carlos Mesa e Luis Camacho parem de abusar e prejudicar milhares de irmãos. Tenho a obrigação de buscar a paz e dói muito o fato de enfrentarmos os bolivianos. Por isso, envio minha carta. de renúncia à Assembléia Plurinacional da Bolívia “, disse o ex-presidente acompanhado por seu vice-presidente Álvaro García Linera, que também deixou o cargo.
O país vive no momento uma forte crise política, que vem acontecendo principalmente após a sua reeleição ocorrida no último dia 20 de outubro. Para a oposição houve fraude no primeiro turno das eleições boliviana em quem Evo foi reeleito com 47,07% dos votos, contra o seu opositor Carlos Mesa que ficou em segundo lugar com 36,51%.
Ainda de acordo com informações da imprensa boliviana, a renúncia também foi sustentada após as Forças Armadas (FF.AA.) e a Polícia Boliviana solicitarem que Morales renunciasse para recuperar a estabilidade do país.
“Sugerimos que o presidente renuncie ao seu mandato, permitindo a pacificação e manutenção da estabilidade da Bolívia”, disse o comandante em chefe das Forças Armadas,William Kaiman.
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