
Em meio à a greve de ônibus que afeta mais de 600 mil pessoas nesta terça-feira (21), o presidente do Sinetram, César Tadeu Teixeira, afirmou que o sistema de transporte coletivo da capital está à beira do colapso devido à falta de pagamento do convênio firmado entre governo do Estado e Prefeitura, que garantia a gratuidade para estudantes da rede estadual.
Segundo Teixeira, o problema começou em fevereiro de 2025, quando o convênio deixou de ser renovado:
“Em fevereiro de 2025, o convênio não foi renovado. O Estado deixou de pagar a tarifa técnica e foi à Justiça. Uma liminar determinou que pagasse apenas metade da tarifa pública, mas os custos continuaram os mesmos.”
Mesmo sem os repasses, as empresas continuaram transportando os alunos:
“O estudante ficou no limbo e nós continuamos transportando. Mas não houve pagamento. Pela liminar, o Estado deve R$ 44 milhões. Pela tarifa técnica, o débito chega a R$ 90 milhões.”
O presidente relatou que as concessionárias estão sem recursos para manter a operação:
“As empresas hipotecaram bens, estão devendo contas, pagando juros sobre juros. Não há mais como o sistema operar sem receber. Não temos caixa para pagar os rodoviários. Grande parte desse valor seria do governo do Estado.”
Teixeira alertou que, sem solução imediata, o transporte pode parar:
“Se essa situação não for resolvida, o sistema entra em colapso. Não temos como suportar uma política feita pelo Estado sem o devido pagamento. O estudante não pode ficar sem transporte, mas não podemos continuar sem recursos.”
Apelo ao diálogo
O presidente fez um apelo para que governo e prefeitura retomem as negociações:
“O correto é que governo e prefeitura sentem, conversem e coloquem o interesse público acima de qualquer disputa. O Sinetram cumpre sua parte, mas não pode arcar sozinho com uma política pública sem receber os repasses.”
Fonte: Portal do Holanda
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