Manaus, 05/06/2026

Justiça

Presidente do STF, Edson Fachin, defende atuação de Dias Toffoli no caso do Banco Master

Presidente do STF, Edson Fachin, defende atuação de Dias Toffoli no caso do Banco Master
23/01/2026 10h30

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, divulgou na noite desta quinta-feira (22) uma nota oficial em defesa da atuação da Corte no inquérito que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. O ministro se posicionou diante das críticas direcionadas ao ministro Dias Toffoli, relator do caso, que vem sendo pressionado a se afastar da supervisão das investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF).

Na manifestação, Fachin menciona Toffoli nominalmente e reforça que o Supremo atua dentro dos limites constitucionais, respeitando o papel dos órgãos de investigação, mas exercendo a necessária supervisão judicial.

“A seu turno, a Corte constitucional brasileira se pauta pela guarda da Constituição, pelo devido processo legal, pelo contraditório, e pela ampla defesa, cumprindo respeitar os campos de atribuições do Ministério Público e da Polícia Federal, porém, atuando na regular supervisão judicial, como vem sendo feito no âmbito dessa Suprema Corte pelo Ministro relator, DIAS TOFFOLI”, afirma.

Ao longo da nota, o presidente do STF destaca que momentos de crise não justificam o enfraquecimento do Estado de Direito. Segundo ele, é justamente em cenários adversos que se torna indispensável a observância rigorosa da Constituição, do devido processo legal e da atuação técnica e independente das instituições.

Embora não cite diretamente o caso do Banco Master, Fachin faz referência indireta ao episódio ao afirmar que “situações com impacto sobre o sistema financeiro nacional exigem mesmo resposta firme, coordenada e estritamente constitucional das instituições competentes”.

O ministro também ressalta a autonomia do Banco Central, o papel da Polícia Federal na investigação de crimes financeiros e a responsabilidade do Ministério Público na persecução penal e na defesa da ordem econômica.

Outro ponto abordado na nota é o funcionamento do Supremo durante o recesso. Fachin explica que o STF segue exercendo suas atribuições constitucionais nesse período, com decisões urgentes sendo tomadas pela Presidência ou pelos relatores, e posteriormente submetidas ao colegiado.

“As matérias de competência do Tribunal Pleno ou das Turmas, quando decididas no recesso, serão, oportunamente, submetidas à deliberação colegiada, com observância do devido processo constitucional, da segurança jurídica e da uniformidade decisória. A colegialidade é método”, observa.

Por fim, o presidente da Corte adota um tom firme ao afirmar que o Supremo não se intimida diante de ameaças ou tentativas de deslegitimação. Ele defende a crítica institucional, mas condena ações que busquem enfraquecer a autoridade do Judiciário.

COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

Portal do Generoso
Visão Geral de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.