
O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, pediu ao Tribunal Supremo de Justiça – controlado pelo regime de Nicolás Maduro – o congelamento das contas de Juan Guaidó e a proibição de que ele deixe o país, informou a agência Reuters nesta terça-feira (29).
Como Guaidó é um parlamentar – e, inclusive, preside a Assembleia Nacional –, ele tem direito à imunidade. Somente o Tribunal Supremo, portanto, poderia autorizar uma investigação criminal, como a solicitada pelo procurador-geral.
Em resposta, Guaidó tuitou: “A quem estiver hoje na sede do TSJ: o regime está na etapa final. Isso é imparável, e vocês não precisam se sacrificar com o usurpador e sua turma!”.
“Pensem em vocês, suas carreiras, no futuro de seus filhos e netos que também são os nossos. A história vai reconhecê-los”, pediu Guaidó.
Guaidó se declarou presidente interino da Venezuela na semana passada. No domingo, ele solicitou uma visita da alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet.
Além disso, Guaidó convocou manifestações contrárias a Nicolás Maduro para esta quarta-feira (30) e sábado (2).
Espanha garante ajuda humanitária a venezuelanos
O governo da Espanha vai garantir ajuda humanitária aos venezuelanos que não conseguirem asilo no país. Com a medida, cidadãos da Venezuela terão direito a passar um ano no país europeu “para que não fiquem em um limbo jurídico”, informou a agência EFE. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) do ano passado, o número de venezuelanos vivendo na Espanha chegou a 95.633 – sem contar aqueles que adquiriram nacionalidade espanhola.
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