Manaus, 21/07/2026

Polícia

Professor de jiu-jítsu é preso no Nova Esperança por estuprar aluna de 14 anos

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21/07/2026 12h10

Um professor de jiu-jítsu, de 33 anos, foi preso pela Depca nesta segunda-feira (21), dentro de uma academia no bairro Nova Esperança, na zona oeste, suspeito de estuprar uma adolescente de 14 anos que era aluna dele. O acusado não teve o nome divulgado, mas a polícia informou que a investigação começou após a denúncia feita pelo responsável pela vítima.

“Então, o crime ocorreu no final do ano passado. Contudo, a vítima, que era à época uma menina de apenas 14 anos, aluna desse professor, ficou com muito medo de contar para o pai, com medo da reação dele. E ela desabafou com uma amiga e disse: ‘Ó, eu não quero que ele saiba, pelo amor de Deus, não conta para ninguém, porque eu tenho medo do meu pai ser preso, porque meu pai pode fazer alguma coisa contra ele, então eu não quero que ninguém saiba’. É a saga da vítima”, explica o delegado Jeferson Vicente.

Contudo, assustada e com muito medo de acontecer novamente, a adolescente acabou revelando tudo para a irmã e pediu ajuda para levar o caso ao conhecimento do pai.

“Esse terror, esse medo de não ser acreditada ou de acontecer algo mais grave do que a própria violência que ela sofreu. Então, ela ficou com essa informação oculta, escondida durante vários meses. No entanto, ela não aguentou mais. E mandou uma mensagem para a irmã, uma mensagem muito emocionada, pedindo para a irmã, praticamente implorando, que a auxiliasse a contar para o pai. E aí, quando ela contou para o pai, a família toda entrou em desespero e procurou a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente”.

O delegado contou ainda que o professor era conhecido da família e por isso tinha acesso à garota. O crime aconteceu dentro da própria casa da vítima, enquanto ela estava sozinha no local: “Por ser professor dela, gozava da confiança do pai da vítima. E tinha livre acesso à residência. Então, ele combinou de realizar uma tatuagem com esse pai, ligou para ele, e o pai falou: ‘Eu não estou em casa agora, mas se quiser me esperar’. Ele respondeu: ‘Não, eu vou lá te esperar’. E chegando ao local, só estava a menina. Como ele era uma pessoa da convivência, da confiança de todos, ninguém imaginou que pudesse fazer tal coisa contra a própria aluna. O que facilitou a prática do crime foi a confiança, infelizmente utilizada de maneira nefasta”.

O homem foi detido na própria academia, no bairro Nova Esperança, zona oeste, após a Justiça expedir um mandado de prisão preventiva. O suspeito foi encaminhado à delegacia e permanece preso, a polícia deve investigar se ele fez outras vítimas além da adolescente.

“No caso Melqui Galvão, tivemos pelo menos seis vítimas que se apresentaram. No caso do professor Esquisito, no início apareceram quatro vítimas, mas ao todo já são oito. Então, a gente sabe que a divulgação do caso acaba despertando nas vítimas a coragem de denunciar. Se eventualmente há mais alguma vítima, por favor, denuncie. A Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente irá trabalhar de maneira árdua para apurar os fatos e, ficando evidente que ele realmente praticou o crime, para que seja responsabilizado”, apela Vicente.

Fonte: Portal do Holanda

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