
A professora Patrícia Almeida de Lima, de 49 anos, que atuava na turma do 3º Ano A da Escola Municipal Esmeralda Soares Neves, na zona norte de Manaus, morreu vítima supostamente após contaminação por pombos. Segundo familiares, durante o tratamento houve a suspeita inicial de câncer. No entanto, o laudo médico apontou como causas da morte histoplasmose disseminada, aplasia de medula e septicemia.
A histoplasmose é uma infecção causada pelo fungo Histoplasma capsulatum, geralmente encontrado em ambientes contaminados por fezes de aves e morcegos. A doença é adquirida pela inalação de esporos presentes no ambiente, principalmente em locais com grande acúmulo desse material orgânico.
Imagens registradas na Escola mostram a presença de um grande número de pombos e acúmulo de sujeira na parte superior do prédio, onde também estão instaladas as caixas d’água que abastecem a unidade de ensino. Os registros reforçam as preocupações da comunidade escolar sobre as condições sanitárias do local.



As imagens revelam que a área destinada às caixas d’água, que deveria permanecer protegida para evitar riscos de contaminação, era utilizada pelos animais como abrigo. O cenário tem gerado preocupação entre pais, moradores e servidores da escola.
Após a morte da professora, na última segunda-feira (6), a Secretaria Municipal de Educação (Semed), suspendeu as aulas as iniciou a limpeza do local habitado pelos pombos.

Comunidade organiza protesto e cobra providências
A revolta da comunidade aumentou após a divulgação do laudo da morte da professora Patrícia Almeida de Lima e das imagens que mostram a presença de pombos nas dependências da Escola Municipal Esmeralda Soares Neves.

Em uma publicação compartilhada em um grupo de moradores do bairro União da Vitória, pais e moradores afirmam que o problema é antigo e cobram providências das autoridades.
“Há anos pais, professores e funcionários convivem com uma escola tomada por pombos. Quantas vezes esse problema foi visto e nada foi resolvido?”, diz um trecho da publicação.
O texto também questiona a segurança da unidade para alunos e servidores e defende que, caso o prédio não ofereça condições adequadas, as aulas sejam transferidas para outro local até que a situação seja resolvida.
A mobilização ocorre nesta quarta-feira (8), às 16h, em frente à escola, localizada no cruzamento da Rua 22 com a Rua Ayrton Senna, no bairro União da Vitória. Os organizadores afirmam que o objetivo é cobrar esclarecimentos da Prefeitura de Manaus e da Secretaria Municipal de Educação (Semed), além de medidas urgentes para garantir a segurança sanitária da unidade.
Até o momento, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) não havia se pronunciado sobre as imagens divulgadas nem sobre as reivindicações apresentadas pelos organizadores do protesto.
Veja vídeo:
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