
Durante essa semana o tribunal de contas foi alvo de um escândalo que tomou as páginas dos sites e noticiários do Brasil inteiro. De um lado a conselheira eleita de forma democrática que acusou outro conselheiro de ofendê-la e ameaça-la usando de sua influência na procuradoria. Sim, Yara Lins afirmou em alto e bom som, que o conselheiro Ari Moutinho lhe chamou de puta, vadia e vagabunda e mais, ele havia dito que iria lhe foder. Do outro lado o próprio Ari Moutinho que informou por meio de nota que nada disso aconteceu é que Yara estaria mentindo e que ele, iria a justiça para provar sua inocência. Yara tem como testemunhas os servidores e os conselheiros Josué Neto, Fabian e Júlio Pinheiro, além de imagens que deverão ser periciadas para instauração do inquérito que apurará os crimes de calúnia, ameaça e agressão. Horas depois da votação, eu já tinha informações sobre esse episódio horrível e degradante. O verdadeiro jornalismo não aponta culpados, isso que faz é a justiça, mas, ouve as duas partes dando espaço a todos os envolvidos. Por mais que eu tenha sentido certo constrangimento por assistir essa cena, digo que compreendo a revolta e iniciativa da conselheira Yara Lins, mesmo que tal atitude tenha exposto um tribunal e uma corte que julga contas públicas e fiscaliza os poderes. A bem verdade é que há décadas o TCE-AM vem se transformando em casa de moeda de troca. No próximo artigo que vou mostrar como pessoas desconhecidas da sociedade se transformaram em campeões de votos, qual a relação deste tribunal com os prefeitos do interior, empresários que fornecem para prefeituras e governo do estado, os funcionários fantasmas que pisam no prédio da instituição apenas para bater ponto, a fortuna de alguns que usam suas influências dentro dos hospitais. Vocês entenderão tudo de forma bem didática, por hora, quero apenas aguardar o que a justiça tem a dizer, Yara e Ari quem está falando a verdade? Marcelo Generoso.

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