
O ministro da Justiça, Flávio Dino, concedeu entrevista à rádio BandNews nesta quarta-feira (18) e afirmou que o Brasil pode prender o ex-jogador Robinho em razão de uma condenação por violência sexual em grupo na Itália.
– Esse é um tema que inicialmente tramita pelo Ministério da Justiça e nós temos a Secretaria Nacional de Justiça, que é o órgão central de cooperação jurídica de relação internacional, que faz esse processamento – destacou Dino.
Ele enfatizou que o caso ainda não chegou em suas mãos por consequência da alta demanda de trabalho ocasionada pelas manifestações radicais do dia 8 de janeiro, no Distrito Federal, onde os prédios dos Três Poderes foram depredados.
– O exame definitivo compete a questões jurídicas, não são questões políticas. A própria Constituição brasileira proíbe a extradição de cidadãos brasileiros natos. Mas, agora pode, em tese, haver esse cumprimento de pena, mas isso precisa ser examinado e isso efetivamente tramitar – comentou.
Muito solícito e presente no noticiário mesmo antes de assumir a pasta, Dino se queixou do volume de atribuições acompanhado de cobranças.
– Apesar de parecer que eu tomei posse há meses, tomei há duas semanas e no meio desse tumulto todo. Nós temos muitos problemas graves como esse e estamos, a equipe do Ministério da Justiça, toda unida trabalhando contra o terrorismo porque essa é uma questão primordial – disse.
– Efetivamente isso não chegou e não posso dizer ainda minha opinião, mas evidentemente, posso afirmar que a minha visão geral é de que crimes, quaisquer que sejam eles, devem ser punidos. Mas, a aplicabilidade de um caso complexo como esse só pode ser feita depois que houver toda a tramitação – finalizou o ministro de Lula (PT) sobre o caso Robinho.
O ex-jogador e seu amigo Ricardo Falco foram condenados na Itália pelo estupro de uma jovem albanesa de 22 anos em janeiro de 2013. Há outros envolvidos, mas não foram julgados porque não há identificação dos mesmos.
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