
Em tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) o deputado Dermilson Chagas (PP) afirmou que o encerramento das atividades da grande empresa Pepsi-Cola Industrial Ltda no segmento de concentrados de refrigerantes do Polo Industrial de Manaus (PIM), como primeira vítima do Decreto 9.394/2018, que reduziu de 20% para 4% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os concentrados, só confirma a tese de que, sem as vantagens comparativas
garantidas pelos incentivos fiscais, nenhuma empresa fica no Amazonas.
De acordo com o Dermilson, se não houver revogação do decreto, o risco de mais empresas deixarem o PIM, será eminente. “E claro, vão-se também mais de 10 mil postos de trabalho, a renda dos trabalhadores da região e a competitividade de 25 indústrias.
O governo Temer e seus ministros tecnocratas de Brasília, infelizmente fingem ignorar o que todos já sabem. Cada incentivo retirado significa um pedaço da Zona Franca que se vai. A nossa bancada federal precisa fazer algo e principalmente o novo Governo do Estado, pois, até agora nenhum dos seus interlocutores sequer tocaram no assunto, simplesmente ignoram. O povo amazonense não
merece isso”, afirmou Dermilson.
O anuncio da saída da Pepsi foi feito na última segunda-feira (03) que tomou a decisão de fechar as unidades de fabricação de concentrados em Manaus, devido insegurança jurídica, e com o objetivo de administrar a operações em todo o Brasil. Serão indenizados 51 funcionários que foram desligados com o fechamento da fábrica.
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