
Uma trabalhadora denunciou ter sido vítima de tentativa de estupro dentro de uma empresa localizada no Distrito Industrial. O caso teria ocorrido no mês de fevereiro deste ano, durante o período em que a vítima ainda estava em experiência no emprego.
Segundo relato, a vítima passou a ser importunada por um colega de trabalho, um homem com cerca de 60 anos. Ele teria demonstrado interesse nela, fazendo comentários de cunho pessoal, afirmando que a achava “bonitinha” e que gostava de “meninas novinhas”, além de oferecer dinheiro em diversas ocasiões.
A vítima afirma que sempre evitava as investidas do suspeito. No entanto, no dia 28 de fevereiro, durante uma ronda de rotina na empresa, a situação se agravou. De acordo com o relato, o homem a seguiu e a puxou para dentro de um contêiner, onde tentou forçar um ato sexual.
A trabalhadora conseguiu se desvencilhar e fugir do local. Após o ocorrido, o suspeito teria feito ameaças, afirmando que ela não poderia contar o que aconteceu.
Com medo de perder o emprego, já que ainda estava em período de experiência, a vítima inicialmente não formalizou denúncia. Ela chegou a relatar o caso apenas para uma colega de trabalho. Ainda segundo o depoimento, o suspeito continuou a intimidá-la, dizendo que poderia prejudicá-la junto à chefia.
Cerca de uma semana depois, a vítima decidiu comunicar o ocorrido ao seu superior. Conforme o relato, o chefe teria reagido com irritação, afirmando que ela não deveria ter levado o caso à empresa. O setor de Recursos Humanos foi acionado e, segundo a vítima, orientou que ela permanecesse em silêncio até um posicionamento jurídico, recomendando que não fosse feita denúncia naquele momento.
Pouco tempo depois, a trabalhadora foi demitida da empresa onde prestava serviço. Até agora, segundo ela, nenhuma medida concreta foi tomada internamente em relação ao caso.
O advogado da vítima, Luciano Andrade, informou que já foram reunidas provas, incluindo mensagens enviadas pelo suspeito com teor de assédio e ofertas indevidas. Todo o material foi encaminhado às autoridades competentes.
Diante da situação, a vítima decidiu ingressar com medidas judiciais e tornar o caso público, com o objetivo de evitar que situações semelhantes voltem a acontecer.
Os envolvidos não serão identificados.
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