
Trabalhadores terceirizados dos hospitais 28 de Agosto e da Criança da Zona Sul, em Manaus, estão à beira de uma paralisação total devido ao atraso no pagamento de salários por quatro meses. A empresa AGIR, responsável pela contratação dos profissionais, alega que não consegue efetuar os pagamentos porque o Governo do Estado de Amazonas está inadimplente com os repasses.
O atraso prolongado tem causado grande impacto na vida dos funcionários e de suas famílias, que dependem da renda para o sustento diário. Muitos relatam dificuldades financeiras, ansiedade e sensação de abandono diante da situação.
Profissionais de saúde afirmam que, caso os salários não sejam pagos imediatamente, a paralisação será inevitável. “Não é culpa dos trabalhadores. Quem mantém os hospitais funcionando são nós, e estamos sendo tratados com descaso e humilhação”, disse um funcionário, que preferiu não se identificar.
O caso evidencia mais uma falha administrativa no setor de saúde do Amazonas, que vem enfrentando problemas estruturais, falta de gestão e atrasos recorrentes no pagamento de servidores. Enquanto isso, propagandas do governo estadual buscam mostrar uma imagem de normalidade, mas a realidade nos hospitais é outra: pacientes e profissionais convivem diariamente com incerteza e precariedade.
A pergunta que permanece é: até quando o Governo do Estado permitirá que trabalhadores e pacientes sofram as consequências da falta de compromisso e gestão?
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