
Quase três décadas após o lançamento do primeiro filme, Toy Story 5 chega aos cinemas de Manaus, nesta quarta (17), com uma proposta que vai além da nostalgia.
Dirigido por Andrew Stanton, cineasta responsável por sucessos da Pixar como Procurando Nemo e WALL-E, o longa assume uma das discussões mais presentes da atualidade ao questionar o espaço dos brinquedos tradicionais em uma infância cada vez mais conectada às telas. Stanton também assina o roteiro da produção, conduzindo a franquia para um território mais reflexivo sem abrir mão do humor e da emoção que marcam a saga.
A trama acompanha Bonnie, agora mais velha, diante de um novo interesse: um dispositivo tecnológico chamado Lilypad. A mudança desperta nos brinquedos, principalmente em Jessie, um sentimento já conhecido pela franquia, mas sob uma perspectiva inédita. Pela primeira vez, o rival não é outro brinquedo, mas a própria tecnologia.
O filme encontra força justamente nessa reflexão. Mais do que discutir a substituição dos brinquedos, a narrativa convida os adultos que cresceram com a franquia a pensar sobre o valor da imaginação, das brincadeiras presenciais e das conexões construídas longe das telas.
Embora o debate tecnológico esteja no centro da história, Toy Story 5 não se transforma em uma crítica simplista ao mundo digital. O longa procura compreender as transformações da infância contemporânea e os desafios de um cenário em que entretenimento, aprendizado e tecnologia caminham juntos. Essa abordagem torna a mensagem mais equilibrada e próxima da realidade.
D24am
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