Manaus, 23/07/2026

Brasil

Traficantes do Amazonas estão entre os mortos em megaoperação no Rio, diz governador Cláudio Castro

Imagem de drone mostra corpos levados a praça no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no dia 29 de outubro de 2025. — Foto: Ricardo Moraes/Reuters
Imagem de drone mostra corpos levados a praça no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no dia 29 de outubro de 2025. — Foto: Ricardo Moraes/Reuters
31/10/2025 13h00

Traficantes do Amazonas estão entre os mortos na megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (31) pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e pelo secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, em vídeo divulgado no perfil oficial do governo no Instagram.

Até a atualização mais recente desta reportagem, foram confirmadas as mortes de sete traficantes do Amazonas. O único identificado foi Douglas Conceição de Souza, o “Chico Rato”, apontado pelo governador do Rio de Janeiro como um dos chefes do tráfico em Manaus.

Ainda de acordo com o governador, 99 das 119 pessoas mortas já foram identificadas, sendo 22 de outros estados. Além do Amazonas, há mortos oriundos de Goiás, Bahia, Espírito Santo, Ceará e Paraíba.

A operação, deflagrada na terça-feira (28), foi a mais letal da história do estado, segundo números confirmados pelo Palácio Guanabara. Ao todo foram 119 pessoas mortas, 133 presos; 10 menores apreendidos; 118 armas apreendidas (91 são fuzis); e 14 artefatos explosivos apreendidos.

Durante coletiva de imprensa na quarta-feira (29), a Polícia Civil do Rio já havia confirmado que traficantes do Amazonas estavam entre os presos.

“Temos bandidos do Amazonas, temos bandidos do Ceará, temos bandidos de Pernambuco, e temos informações de inteligência que todos os bandidos que tem poder de decisão nos seus estados estão vindo para o Rio de Janeiro. Eles dão ordem de morte a partir da relativa tranquilidade que eles tem nesses locais”, afirmou.

Corpos enfileirados na Praça São Lucas — Foto: Betinho Casas Novas/TV Globo
Corpos enfileirados na Praça São Lucas — Foto: Betinho Casas Novas/TV Globo

Objetivo era desarticular o CV

A operação, que envolveu 2.500 agentes das polícias Civil e Militar, tinha como objetivo desarticular o Comando Vermelho e cumprir cerca de 100 mandados de prisão e 150 de busca e apreensão.

A ofensiva resultou em confrontos intensos, especialmente na Serra da Misericórdia, onde dezenas de corpos foram encontrados por moradores e levados até a Praça São Lucas, no Complexo da Penha, para facilitar o reconhecimento.

Moradores relatam cenas de horror. “Eu moro aqui há 58 anos. Nunca vi isso. Vai ser difícil esquecer. Essa cena aqui pra mim foi trágica”, disse uma moradora. Outro comparou o cenário a uma catástrofe natural: “A cidade tá igual tragédia, como quando tem tsunami, terremoto, com corpo espalhado em cima do outro”.

COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

[yarpp]
Portal do Generoso
Visão Geral de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.