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Tragédia no AM: Comunidade clama por justiça após morte de mãe, bebê e vigilante

Tragédia no AM: Comunidade clama por justiça após morte de mãe, bebê e vigilante
23/09/2025 13h15

Moradores da comunidade de Acajatuba, próxima ao município de Iranduba (a 27 km de Manaus), realizaram uma manifestação neste domingo (22) pedindo justiça pelas mortes de Pedro Batista da Silva (42 anos), Marcileia Silva Lima (37) e seu filho, Jhon da Silva Gonzaga (5 meses).

O trágico acidente ocorreu na noite do sábado (20), quando um bote de alumínio foi atingido por uma moto aquática (jet ski). Segundo testemunhas, o veículo era conduzido em alta velocidade e na contramão. O empresário e ex-vereador Robson Tiradentes, irmão do jornalista Ronaldo Tiradentes, é apontado por moradores como o condutor do jet ski.

Manifestação e comoção

Durante o protesto, moradores exibiram cartazes com frases como:

  • “Ronaldo Tiradentes abafa acidentes com vítimas fatais causados por seu irmão”;
  • “Não é a primeira vez que a família Tiradentes tira vidas. Justiça!”;
  • “Acajatuba está de luto”.

Um morador, em vídeo nas redes sociais, fez um apelo por justiça, destacando a imprudência do condutor e criticando o desrespeito com as famílias das vítimas:

“Foi um acidente muito violento. Por uma pessoa irresponsável, andando de jet ski à noite, em alta velocidade, na contramão”.

As vítimas e o acidente

No bote estavam quatro pessoas: Marcileia, seu filho Jhon, o companheiro Jovane (pai da criança) e Pedro Batista. Apenas Jovane sobreviveu, mas ficou ferido e em estado de choque. O grupo retornava de um torneio nas comunidades.

Segundo relatos, Marcileia ainda tentou salvar o filho, mas acabou se afogando. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que as três vítimas morreram por asfixia mecânica por afogamento.

Investigações

A Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC), informou que instaurou um Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para apurar o caso. Questionada via Lei de Acesso à Informação, a Marinha não respondeu a perguntas sobre habilitação do piloto, licenciamento das embarcações, perícias, exames toxicológicos e fiscalização na região, alegando que as investigações estão em andamento.

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Fluvial (Deflu), também realiza diligências no local.

O Corpo de Bombeiros atuou nas buscas, com quatro mergulhadores, e fez o resgate de um homem ferido com corte no rosto e fratura dentária, também vítima do acidente.

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