
O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) deve julgar ainda em 2025 a denúncia de compra de votos envolvendo Maria do Carmo, que concorreu como candidata a vice-prefeita na chapa do deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) nas eleições municipais de 2024.
A acusação foi feita pelo candidato a vereador do Partido Novo, professor Ronaldo Fernandes, que apresentou ao Ministério Público Eleitoral (MPE) comprovantes de transferências via Pix. Segundo a denúncia, o dinheiro saiu da conta pessoal de Maria do Carmo para a conta de Ronaldo Fernandes, chegando a somar quase R$ 1 milhão.
Além disso, gravações em áudio reforçam o caso. Em um dos registros, Maria do Carmo teria declarado que pagou cerca de mil lideranças “por dentro e por fora”, em referência a repasses feitos tanto de forma oficial quanto extraoficial durante a campanha.
Consequências possíveis
Se for condenada, Maria do Carmo poderá ser enquadrada na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/2010) e ficar inelegível por 8 anos, o que a impediria de disputar qualquer cargo público até 2033.
O processo é acompanhado de perto por lideranças políticas locais, já que o julgamento poderá ter reflexos no futuro do grupo político de Alberto Neto em Manaus.
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