Manaus, 25/07/2026

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Trio é preso pela FICCO/AM com R$ 2,5 milhões em dinheiro vivo

Foto: Divulgação
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04/12/2025 23h21

A Polícia Federal (PF), em conjunto com a FICCO/AM (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas) — com apoio da ROCAM da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) — prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (4 de dezembro de 2025), três homens que carregavam R$ 2,5 milhões em espécie dentro de uma mala, em um shopping da Zona Leste de Manaus.

Os detidos são: um policial militar lotado na Casa Militar, identificado como Rayron Costa Bezerra — que estava com a mala —, e dois civis: Marcos Aurélio Santos da Cruz e Ruan Lima Silva.

A prisão ocorreu poucos minutos após o grupo sacar o dinheiro de uma agência bancária dentro do shopping, segundo as autoridades.

A suspeita é de que se trate de um esquema de lavagem de dinheiro — ou seja, ocultação e dissimulação de valores provenientes de crime. A forma de transporte (mala), o montante elevado e a ausência de justificativa plausível para o saque levantaram alerta entre os investigadores.

Investigação e suposta ligação com empresa de colchões

De acordo com reportagem recente, o contador preso, Ruan Lima Silva, declarou em depoimento que a ordem de abrir uma empresa teria partido de um dos donos da rede Grupo Rodrigues, um conglomerado de supermercados/colchões no Amazonas. A empresa criada seria uma “fachada” — sem atividade real ou sede física — usada para movimentar valores e fazer saques.

A suposta empresa fantasma estaria registrada no mesmo endereço onde funciona uma unidade da marca de colchões do grupo.

As autoridades consideram a movimentação — retirada de dinheiro em espécie de grande valor por meio de empresa sem operação real — um forte indício de lavagem de capitais, crime previsto na Lei 9.613/1998.

Em tese, o dinheiro apreendido poderia ter origem ilícita, o que motivou o flagrante e a abertura de inquérito pela PF.

Como se deu a prisão

A ocorrência teve início a partir de uma denúncia anônima encaminhada à FICCO/AM apontando possível esquema de lavagem de capitais envolvendo um dos investigados.

Equipes da PF e da ROCAM acompanharam os suspeitos até um banco dentro do “Uai Shopping” (Zona Leste), observaram a retirada do valor e abordaram o grupo no momento em que transportavam a mala.

Na abordagem, a mala com o dinheiro vivo foi apreendida e os três presos conduzidos à sede da PF, onde o flagrante foi lavrado.

Questões ainda em apuração

Até o momento, não há confirmação pública de que o dinheiro seja diretamente proveniente de atividades da empresa de colchões — a investigação apontou indícios, mas ainda depende de provas mais concretas como rastreamento de origem e destinação dos valores.

A participação de um militar da Casa Militar e a criação de empresa fantasma levantam suspeitas de envolvimento institucional, o que pode complicar o caso — se confirmadas malversações, lavagem ou ocultação de capital.

As autoridades seguem investigando para identificar a origem do dinheiro, se há outras pessoas envolvidas, e se há ligação com crimes anteriores ou estruturas criminosas maiores.

Importância do caso e repercussão

Este caso chama atenção por vários motivos:

Envolve um policial militar lotado em cargo de confiança (Casa Militar) — o que gera repercussão institucional e questionamentos sobre segurança pública e corrupção interna.

Trata-se de uma quantia muito alta em espécie — o que não condiz com operações comuns de pessoas físicas e indica possível crime organizado ou lavagem de dinheiro em grande escala.

A suposta utilização de empresa fantasma para ocultar valores reforça o padrão de lavagem de capitais, mostrando como redes criminosas ou corruptas tentam dar aparência de legalidade a valores ilícitos.

A prisão mostra atuação da PF/FICCO/ROCAM em Manaus e pode desencadear novas investidas contra outros suspeitos ou contra estruturas criminosas maiores no Amazonas.

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