
Os Estados Unidos acusaram Cuba de conduzir uma campanha de espionagem e subversão em território americano durante quase sete décadas. Em relatório divulgado nesta segunda-feira (20), o governo de Donald Trump afirma que o regime cubano infiltrou agentes nos mais altos níveis da administração dos EUA e apoiou movimentos revolucionários em diversos países.
EUA acusam Cuba de espionagem por quase 70 anos
O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou um relatório afirmando que Cuba liderou uma campanha de espionagem, infiltração e subversão contra o país ao longo de quase sete décadas.
Segundo o documento, o governo cubano conseguiu infiltrar agentes em órgãos da administração americana, além de recrutar e treinar ativistas e apoiar organizações classificadas pelos EUA como ligadas ao terrorismo de esquerda.
Governo Trump endurece discurso contra Havana
A divulgação do relatório ocorre em meio ao aumento da pressão da administração de Donald Trump sobre o governo cubano.
Washington voltou a defender uma mudança de regime na ilha, que enfrenta uma das piores crises econômicas de sua história recente.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que as reformas econômicas anunciadas por Havana são insuficientes para resolver os problemas enfrentados pela população.
Relatório cita “guerra de desgaste”
De acordo com o Departamento de Estado, Cuba nunca teve capacidade militar para enfrentar os Estados Unidos diretamente.
Por isso, segundo o relatório, o país teria desenvolvido uma estratégia baseada em espionagem, infiltração, sabotagem e formação de redes de aliados para enfraquecer a influência americana ao longo das últimas décadas.
O documento descreve essa estratégia como uma “guerra de desgaste prolongada”.
Histórico de tensão entre os dois países
As relações entre Estados Unidos e Cuba se deterioraram após a Revolução Cubana de 1959, quando Fidel Castro assumiu o poder e aproximou o país da então União Soviética.
Desde a década de 1960, Washington mantém um embargo econômico contra a ilha. Ao longo dos anos, as relações oscilaram entre períodos de maior aproximação e novas sanções.
Recentemente, os Estados Unidos também intensificaram as restrições econômicas contra Cuba após ampliar a pressão sobre governos aliados, como o da Venezuela.
Cuba continua na lista de países patrocinadores do terrorismo
O relatório reforça a posição do governo americano de manter Cuba na lista de países considerados patrocinadores do terrorismo.
Para Marco Rubio, o chamado terrorismo político de extrema esquerda voltou a representar uma das principais ameaças internacionais, motivo pelo qual Washington tem intensificado ações diplomáticas e políticas contra governos aliados de Havana.
Fonte: AM POST.
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