
Em meio a tensões diplomáticas com o Brasil, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que teve uma “química excelente” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante um breve encontro antes da abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Os dois concordaram em se encontrar na próxima semana.
Segundo Trump, o momento ocorreu quando ele se dirigia ao plenário para discursar e Lula deixava o local. “Nos abraçamos”, afirmou o líder norte-americano.
“Ele me parece um homem muito agradável. Ele gostou de mim, eu gostei dele. E eu só faço negócios com pessoas que eu gosto. Tivemos, ao menos por 39 segundos, uma excelente química. É um bom sinal. Sem a gente [EUA], eles [Brasil] vão falhar assim como outras nações”, declarou Trump em entrevista após seu pronunciamento.
Apesar do tom amistoso ao falar sobre Lula, Trump adotou uma postura dura em relação ao Brasil ao justificar a recente aplicação de tarifas comerciais ao país.
O presidente norte-americano defendeu que as medidas, que impõem uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros, são uma resposta aos que ele considera ataques à soberania dos Estados Unidos.
“Essas tarifas são um mecanismo para proteger a soberania e a segurança do nosso país. Durante muitos anos, os EUA foram tratados de forma injusta por diversas nações”, disse.
Ele acusou o governo brasileiro de promover “esforços sem precedentes para interferir nos direitos e liberdades de nossos cidadãos americanos e de outros, com censura, repressão, armamento, corrupção judicial e ataques a críticos políticos nos Estados Unidos”.
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