Manaus, 28/07/2026

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Ucrânia e Rússia trocam 230 prisioneiros de guerra após mediação dos Emirados Árabes

Casa parcialmente destruída após incursão de soldados ucranianos na região russa de Kursk, em 7 de agosto de 2024; 115 russos capturados foram devolvidos neste sábado. — Foto: MIC Izvestia / IZ.RU via Reuters
Casa parcialmente destruída após incursão de soldados ucranianos na região russa de Kursk, em 7 de agosto de 2024; 115 russos capturados foram devolvidos neste sábado. — Foto: MIC Izvestia / IZ.RU via Reuters
24/08/2024 13h30

Ucrânia e Rússia trocaram 230 prisioneiros de guerra neste sábado (24), após uma negociação intermediada pelos Emirados Árabes. Esta é a primeira troca realizada desde que a Ucrânia lançou sua ofensiva militar na Rússia neste mês.

O Ministério da Defesa russo confirmou a libertação de 115 militares capturados na região de Kursk – eles foram para Belarus. Do lado da Ucrânia, o presidente Volodymyr Zelensky informou o retorno de 115 compatriotas e agradeceu aos Emirados Árabes pela mediação.

Esta foi a sétima troca do gênero desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022. Os Emirados Árabes, um parceiro próximo dos Estados Unidos no campo da segurança, tem mantido boas relações com Moscou durante a guerra, frustrando autoridades Ocidentais. O país também fortaleceu laços com Kiev.

Autoridades do país do oriente médio dizem que a habilidade de dialogar com um grande espectro de atores internacionais significa que eles podem mediar a cooperação entre diferentes partes e promover cooperação e segurança.

Desde que a guerra começou, os Emirados Árabes intermediaram a liberação de 1.788 prisioneiros, incluindo os libertados neste sábado.

No último 6 de agosto, a Ucrânia lançou um ataque surpresa à região russa de Kursk, o maior ataque ao território da Rússia por um estado estrangeiro desde a Segunda Guerra Mundial.

A Ucrânia afirma ter criado zona de proteção em uma região que Rússia utilizou para atacar alvos em territórios ucranianos.

Putin se reúne com chefes das Forças Armadas

Também neste sábado, o presidente russo Vladimir Putin realizou uma reunião com as principais autoridades militares sobre “contra-atacar as forças inimigas que invadiram o território de Kursk e as medidas para destruí-las”, segundo a assessoria de imprensa do Kremlin.

Em um vídeo divulgado pelo Kremlin, Putin recebeu relatórios de Valery Gerasimov e Sergei Rudskoy, chefes das forças armadas, além de conversar por telefone com comandantes das tropas envolvidas na invasão da Ucrânia.

Zelensky comenta invasão a Kursk

Do lado da Ucrânia, Zelensky declarou neste fim de semana que a operação da região de Kursk foi um ataque preventivo com o objetivo de parar uma ofensiva russa na direção da cidade de Sumy.

O presidente ucraniano afirmou, em entrevista coletiva, que a operação de Kursk foi difícil, mas avalia o progresso dela como positivo.

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