
A Ucrânia prendeu um instrutor militar suspeito de trabalhar secretamente para a Rússia. O homem, que chegou ao país este ano para treinar soldados ucranianos, foi acusado de fornecer armas de fogo para assassinatos encomendados por Moscou.
O sujeito foi detido com a ajuda dos serviços secretos britânicos por “atividades de sabotagem”. Ele estaria envolvido na morte de Andriy Parubiy, ex-presidente do parlamento ucraniano.
Acredita-se que o “espião” teria fornecido as armas de fogo usadas para realizar o assassinato de Parubiy em agosto deste ano. Na época, a morte gerou revolta entre os ucranianos e foi comemorada por russos.
Outras mortes nas quais ele poderia estar envolvido seriam as da nacionalista e ex-parlamentar Irina Farion, baleada na cabeça, e a de Demyan Hanul, um ativista ucraniano procurado pela Rússia que foi morto a tiros enquanto caminhava em Odessa.
O suspeito é natural da Escócia e tem cerca de 40 anos, de acordo com informações do Daily Mail. Ele também já atuou no exército britânico.
“O serviço de contraespionagem do SBU, em cooperação com os serviços especiais britânicos, expôs [o suspeito], um cidadão britânico que, a mando dos serviços especiais russos, realizou atividades de reconhecimento e sabotagem na Ucrânia em 2024-2025″, informou o jornal ucraniano Pravda.
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