
Os brasileiros retiraram um total de R$ 241 milhões por meio do sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central no mês de dezembro. Esse montante representa um aumento significativo na busca por recursos esquecidos em bancos, consórcios e outras instituições financeiras.
De acordo com os dados divulgados pelo Banco Central, mais de 1 milhão de pessoas e empresas acessaram a plataforma para resgatar valores que estavam parados. O programa permite que cidadãos e empresas consultem e solicitem a devolução de dinheiro esquecido em contas inativas, tarifas cobradas indevidamente e até cotas de consórcio encerradas.
Desde o relançamento do sistema, o interesse dos brasileiros tem sido crescente, especialmente em períodos de maior necessidade financeira, como o fim do ano. O Banco Central reforça que o serviço continua disponível e incentiva os cidadãos a verificarem se têm algum valor a receber por meio do site oficial do SVR.
Para realizar a consulta, basta acessar o sistema com CPF ou CNPJ e fazer login com a conta Gov.br. Caso haja valores disponíveis, a devolução pode ser feita diretamente na conta bancária do usuário, conforme as instruções da instituição financeira responsável.
A expectativa é que, nos próximos meses, mais brasileiros busquem pelo resgate de valores esquecidos, contribuindo para uma maior circulação de recursos na economia.
Desde setembro, o BC permite que empresas encerradas consultem valores no SVR. O resgate, no entanto, não podia ser feito pelo sistema, com o representante legal da empresa encerrada enviando a documentação necessária para a instituição financeira.
Como a empresa com CNPJ inativo não tem certificado digital, o acesso não era possível antes. Isso porque as consultas ao SVR são feitas exclusivamente por meio da conta Gov.br.
Agora o representante legal pode entrar no SVR com a conta pessoal Gov.br (do tipo ouro ou prata) e assinar um termo de responsabilidade para consultar os valores. A solução aplicada é semelhante ao acesso para a consulta de valores de pessoas falecidas.
Em 2023, foram incluídas fontes de recursos esquecidos que não estavam nos lotes de 2022. Foram acrescentadas contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas, contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas e outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.
Além dessas fontes, o SVR engloba os seguintes valores, já disponíveis para saques no ano passado. Eles são os seguintes: contas-corrente ou poupança encerradas; cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito; recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados; tarifas cobradas indevidamente; e parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente.
O Banco Central aconselha o correntista a ter cuidado com golpes de estelionatários que alegam fazer a intermediação para supostos resgates de valores esquecidos, mesmo com a interrupção dos saques. O órgão ressalta que todos os serviços do Valores a Receber são totalmente gratuitos, que não envia links nem entra em contato para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.
O BC também esclarece que apenas a instituição financeira que aparece na consulta do Sistema de Valores a Receber pode contatar o cidadão. O órgão também pede que nenhum cidadão forneça senhas e esclarece que ninguém está autorizado a fazer tal tipo de pedido.
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