Manaus, 23/07/2026

Polícia

Vídeo: Homem invade casa e tenta matar ex-companheira e a filha de 10 meses, em Manaus

Vídeo: Homem invade casa e tenta matar ex-companheira e a filha de 10 meses, em Manaus
01/07/2025 09h15

Na noite de 29 de junho, o bairro São Jorge, na rua Padre Severo, zona oeste de Manaus, tornou-se palco de um pesadelo que chocou a cidade. Jéssica Martins Lima, uma jovem mãe, viu sua vida e a de sua filha de apenas 10 meses serem brutalmente ameaçadas por um monstro: Ramon Costa de Souza, seu ex-companheiro. Em um ato de fúria desumana, ele invadiu o apartamento onde Jéssica buscava refúgio, na casa de uma amiga, e desencadeou um ataque que ficará marcado como um dos capítulos mais sombrios da violência contra mulheres em Manaus.

O sangue jorrava enquanto a jovem mãe lutava pela vida, com sua bebê indefesa nos braços, testemunha impotente de tamanha barbárie. Sofia, em um ato de coragem, tentou deter o agressor, mas foi violentamente atacada, caindo desacordado após uma luta desesperada. Quando recobrou os sentidos, deparou-se com uma cena de horror: Jéssica, gravemente ferida, agarrava sua filha, ambas envoltas em desespero e dor, enquanto o choro da bebê ecoava pelo ambiente.

Vizinhos, alertados pelos gritos, correram para socorrer a vítima. Jéssica foi levada às pressas ao SPA do São Raimundo, mas a gravidade de seus ferimentos exigiu transferência imediata para o Hospital João Lúcio, onde ela travou uma batalha pela sobrevivência. Após receber alta, a jovem mãe agora vive assombrada pelo medo, olhando por cima do ombro a cada instante, temendo que Ramon, ainda foragido, volte para terminar o que começou.

Sua filha, uma bebê de apenas 10 meses, permanece vulnerável, dependente de uma mãe que luta para protegê-la em meio ao terror.Este crime hediondo é mais um grito de alerta contra a violência que assola mulheres em Manaus, especialmente aquelas que ousam buscar liberdade de relações abusivas. Ramon Costa de Souza, descrito como um predador sem piedade, permanece escondido, desafiando a justiça e deixando Jéssica e sua filha em constante perigo. A Polícia Civil intensifica as buscas pelo criminoso, mas a lentidão nas respostas deixa a comunidade em revolta e a vítima à mercê do medo.

O caso expõe a cruel realidade de tantas mulheres que, mesmo com filhos pequenos, não encontram paz diante de agressores que se recusam a aceitar o fim de um relacionamento. A bebê de Jéssica, incapaz de se defender, simboliza a fragilidade das vítimas indiretas desses crimes. A sociedade clama por justiça, e as autoridades têm o dever de capturar esse fugitivo antes que mais uma tragédia manche as ruas de Manaus.

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