
Leniel Borel, pai de Henry Borel, assassinado em 2021, utilizou suas plataformas digitais para divulgar um compilado de mensagens atribuídas a Monique Medeiros, mãe da criança e ré no processo. Nos registros, Monique demonstra hostilidade extrema, desejando que o ex-marido sofra doenças graves e morra. A publicação traz áudios e textos onde Monique desabafa com uma amiga sobre a persistência de Leniel na busca por justiça, classificando o comportamento dele como “puro ódio”.
Nos registros expostos, Monique Medeiros não poupa ataques a Leniel e faz comentários fúteis sobre sua rotina atual. Entre os trechos mais chocantes, destacam-se o desejo da morte de Leniel, atualmente vereador do Rio de Janeiro.
“Tinha que morrer, infartar. Ter um câncer”, diz Monique em um dos áudios, referindo-se ao pai de Henry.
Ela também chama o ex-marido de “desgraçado” e afirma que, se o encontrasse na rua, “não saberia o que faria”.
Monique alega que a atuação do Ministério Público (MP) ocorre apenas porque Leniel “só quer vingança”.
Leniel também expõe áudio em que Monique reclama da academia onde se matriculou: “Só tem gente feia, puta que pariu. Mas tá bom, pelo menos é vazio”.
Ao publicar o conteúdo, Leniel Borel fez um desabafo contundente, reafirmando que sua luta não é por vingança, mas pela memória do filho. Para ele, as falas de Monique revelam uma faceta que o público ainda não conhecia totalmente.
“Essa é a verdadeira face de Monique Medeiros. Desejar câncer, infarto e morte ao pai de uma criança assassinada não é desabafo. É crueldade. É frieza. É desumanidade”, escreveu Leniel.
Ele ainda completou reforçando seu compromisso com o processo judicial: “Eu não vou me calar. Eu não vou esquecer. Eu quero justiça pelo meu filho, Henry Borel. Essa fala é repugnante e expõe um abismo de humanidade.”
Após o adiamento do julgamento do caso Henry Borel, na segunda-feira (23), Monique Medeiros deixou o fórum em liberdade, enquanto o ex-vereador Dr. Jairinho permaneceu preso, sob custódia do sistema prisional do Rio de Janeiro.
Relembre as prisões
Monique Medeiros foi presa preventivamente em abril de 2021, no início das investigações sobre a morte do filho, mas obteve liberdade provisória em abril de 2022, concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em julho de 2023, voltou a ser presa, por decisão do Supremo Tribunal Federal.
Já o ex-vereador Dr. Jairinho está preso desde 2021 e nunca obteve liberdade ao longo do andamento da ação penal. Além disso, por determinação judicial, ele deverá arcar com as custas do julgamento, incluindo as despesas geradas pelo adiamento da sessão.
Henry Borel morreu em março de 2021, em um caso que gerou forte comoção nacional e segue em análise pelo Tribunal do Júri.
Veja vídeo:
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