
Uma mineira, identificada como Silvilene Rocha, foi morta em um ataque a facadas na Bélgica. O Ministério das Relações Exteriores informou que, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Bruxelas, tem conhecimento do caso, ocorrido na última segunda-feira (13).
O Itamaraty também afirmou que o atendimento consular prestado pelo Estado brasileiro é realizado a partir do contato do cidadão interessado ou, dependendo do caso, de seus familiares.
A mulher de 37 anos foi assassinada durante a madrugada. Segundo a emissora local TV Lux, o crime ocorreu na Avenue de la Toison d’Or, na cidade de Marche-en-Famenne, na província de Luxemburgo. Além de Silvilene, outra mulher, apontada como sua companheira, ficou gravemente ferida durante o ataque.
Ainda de acordo com a TV Lux, o jovem de 20 anos, natural de Marche-en-Famenne, preso na segunda-feira (13) e que confessou o crime, teve a prisão preventiva decretada pelo juiz responsável pelo caso. O magistrado acatou o pedido do promotor e expediu o mandado de prisão preventiva contra o principal suspeito.
A investigação aponta que o homem, que não tinha antecedentes criminais, perseguiu Silvilene em via pública. As circunstâncias exatas e a motivação do ataque, no entanto, ainda são investigadas.
Ainda segundo a apuração local, o suspeito deverá comparecer à Câmara do Conselho na tarde de sexta-feira (17). Na ocasião, o colegiado decidirá se prorroga o mandado de prisão preventiva expedido pelo juiz de instrução responsável pelo caso.
Silvilene Rocha era de Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais.
O prefeito de Marche-en-Famenne, Nicolas Grégoire, também se manifestou. “Para além da comoção, esta tragédia exige que todas as lições sejam aprendidas. Sempre que a cidade for informada de situações que possam revelar atividades suspeitas, comunicará à polícia para que as devidas verificações sejam efetuadas.” O prefeito afirmou ainda que pretende adotar medidas para reforçar a segurança na região. “Este evento também destaca a importância da rede municipal de câmeras de vigilância, pois as imagens contribuíram para o trabalho de investigação realizado pelos serviços policiais”, disse.
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